quinta-feira, 2 de julho de 2009

Orla do Leblon recebe a mostra Street Biennale

Durante um mês, 20 painéis gigantes vão ficar expostos na orla carioca

De 2 de julho a 2 de agosto, as orlas de Leblon, Ipanema e Copacabana vão se transformar em galerias de arte ao ar livre. É a mostra Street Biennale, que coloca à disposição dos cariocas, em comemoração ao Ano da França no Brasil, o trabalho de sete artistas franceses representantes da arte urbana. Entre os tradicionais postos de salvamento da orla, 20 painéis gigantes revelam, em dez pontos, o olhar de cada um sobre o Brasil. As obras foram criadas exclusivamente para o evento, que tem curadoria de Jéremy Planchon.

Estarão expostos trabalhos de Willy Bihoreau, Blek Le Rat, Jerk 45, Mambo, Ned, Stéphane Carricondo e Vincent Rosenblatt. Reproduzidas sobre uma estrutura metálica de 10 metros de altura e 4 metros de largura, as telas interferem no cotidiano de quem passa pela orla, transformando o famoso cenário de beleza natural em pano de fundo para um movimento artístico urbano jamais visto na cidade.

Os Artistas

Mambo - O artista franco-húngaro tem obra figurativa composta por símbolos gráficos, ícones ou ideogramas conhecidos por todos, já que são incessantemente veiculados pela mídia e pela sociedade de consumo. O que aparece na TV, no cinema e nos cartazes de rua é retratado em sua obra, criando uma identidade própria e aturdindo o espectador que a percebe. Seu trabalho se torna uma brincadeira que coloca de cabeça para baixo nossa memória visual cotidiana.


Blek Le Rat - Figura emblemática do street art, Blek Le Rat impõe seu estilo sobre os muros de grandes cidades do mundo inteiro há mais de 25 anos. Em 1981, ele foi o primeiro artista a usar desenhos em tamanho real para marcar as ruas de Paris. Toda a sua obra é baseada na interação significativa entre o sujeito, a matéria de seu suporte e o espaço urbano em que está inscrito. Na orla do Rio de Janeiro, apresentará imagens inspiradas em personagens da escritora Françoise Sagan e do poeta francês Paul Eluard.

Willy Bihoreau - Há cinco anos, Willy desenvolve seu trabalho baseado em uma série de denúncias sobre a destruição dos ecossistemas. “O futuro será sem a natureza”, vaticina. Contestando o consumismo desenfreado, ele procura alertar para um futuro sombrio. Vastas paisagens industriais praticamente destruídas surgem como testemunho. Através de sua obra, Bihoreau lança um apelo urgente à consciência coletiva.

Jerk 45 - Fruto da cultura urbana, Jerk incorpora o poeta visual e reinventa o mundo com um lirismo pop. Sob seu olhar, objetos simples se transformam em personagens fantasmagóricos que se misturam e se confundem, possibilitando ao olhar um universo repleto de sonho e de esperança.

Ned – Confronta o mundo real com o de sonhos, ambos ricos em personagens imaginários. Tais figuras, atualíssimas, parecem saídas de histórias em quadrinhos. Em cada tela surgem homens e mulheres saídos de etnias e tribos distintas, mas que se identificam dentro da aldeia global.

Stéphane Carricondo - Fascinado por rostos, Stéphane se dedica a sondar a natureza humana. “Quem é o outro”, “O que ele guarda?”, “Do que é feito o seu passado?”: essas são as perguntas que ele tenta responder com a criatividade visual de suas obras. Seus retratos, extremamente gráficos, são traçados por linhas fechadas que parecem saídas das linhas de sua própria mão (ou de alguma cartografia interior, profunda).

Vincent Rosenblatt - Fotógrafo francês baseado no Rio de Janeiro desde 2002, Vincent apresenta painéis da série em progresso “Rio Baile Funk”. Nela, o fotógrafo documenta a cultura afro-brasileira nascida das favelas e periferias do Rio de Janeiro.

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